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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Audácia


Sim, temos que ter essa palavra na ponta da língua cada vez que damos um passo para as coisas que mais nos importam.

Mas o que significa AUDÁCIA? No dicionário: “impulso de alma que leva a cometer ações extraordinárias, desprezando obstáculos e perigos; denodo, afoiteza, arrojo, ousadia, atrevimento, intrepidez, valor”. Ufa! Muita coisa, né!

Fui inspirada pelo Filósofo e Professor Mario Sergio Cortella, em sua obra inquietante “Não Nascemos Prontos! Provocações Filosóficas” - Editora Vozes - que devorei dias atrás.

Não tenho a mínima pretensão de me aprofundar em todos os assuntos tratados pelo autor e nem propriedade para isso, mas ele conseguiu o que sugere objetivar com sua obra: aguçou minha vontade de querer mais!

Acabei trazendo – dentre toda a riqueza de assuntos tratados - uma de suas “provocações” para minha experiência profissional e, inevitavelmente, para a vida pessoal, relação familiar, com amigos, colegas, etc....

Na vida profissional essa palavra soa como uma necessidade: audácia! Sim, audácia!

As instituições necessitam de pessoas que enxerguem suas limitações, dividam o conhecimento e não tenham medo de serem substituídas ou superadas. O egoísmo intelectual é a pior doença para desestruturar o ambiente profissional, porque as pessoas seguem errando quando não sabem, na essência, o objetivo da sua atividade e nem o quanto precisam entender para cumprirem seu papel com êxito e resultado produtivo.

E o Filósofo Professor, em uma palestra, falou sobre o medo. Você pode ter medo ou pânico. Foi algo assim: “Quando tenho medo, vou em frente, supero, enfrento e resolvo a situação”, “Quando tenho pânico, congelo, não penso, não tenho ação.”. Pois bem, podemos trazer isso para tudo na vida, não acha? São muitos medos... Na infância, na adolescência, na idade adulta... Enfrentamos, tomamos decisões, modificamos os rumos e traçamos os melhores caminhos. Erramos e voltamos a enfrentar a situação para corrigir ou resolver... Há momentos que até sofremos, mas os encaramos e superamos. Mas e o pânico? Esse nos atrapalha a vida, impede o avanço... Em que situação você se sentiu ou se sente em pânico?

Voltando à obra do Mestre, ele escreve: “Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.”. E continua... “Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na idéia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria que ter nascido pronto e ir se gastando...”. Passamos a vida toda aprendendo, reciclando, absorvendo conceitos, desfazendo pré-conceitos, mudando de opinião, construindo e consolidando nossa personalidade, ou seja, nos tornando pessoas melhores.

Fiquei inquieta em tecer algum comentário sobre esse assunto porque remexeu com alguns conceitos que sempre tentei trabalhar, mas nunca consegui amadurecer e debater ao ponto de sentir que estava suficientemente instigada a, inclusive, escrever sobre ele.

Mas para descontrair um pouco, me ocorreu um vídeo comédia sobre Motivação, esse, tirado do programa "Altas Horas", veja e divirta-se!


 

domingo, 12 de junho de 2011

A realidade de uma profissão de bastidores.

Faz algum tempo que penso que deveria postar minha opinião sobre o quanto a profissão de Contador se tornou múltipla e complexa. Essa necessidade ocorre porque percebo que as pessoas não compreendem muito porque trabalhamos tanto.

Todos os dias nós profissionais das áreas de gestão, contábil, fiscal e de departamento pessoal, quase todos contabilistas, nos vemos pressionados por dezenas de responsabilidades que se multiplicam a cada publicação ou alteração de Lei, mudança de regras e burocracia desnecessária despejadas das esferas municipal, estadual e federal.

É óbvio que precisamos de Leis, regras, etc..., para exercermos com responsabilidade e de forma eficaz nossa função. Ocorre que o gestor público que elabora as regras para a operacionalização da Lei, ou seja, para colocá-la em prática, não percebe o quanto dificulta a vida do contribuinte, quando determina que deve entregar dezenas de obrigações acessórias... E são tantas as siglas... DACON, DCTF, DIPJ, FCONT, DIRF, GFIP, CAGED, RAIS... Isso para quase todas as personalidades jurídicas... Mas tem ainda as situações específicas, tais como: DAS, DASN, SIMPLES NACIONAL, DES, GIA, DMED... Isso sem falar nas obrigações das entidades sem fins lucrativos, também específicas, por atividade, tais como: SICAP, SICONV, CNEs... Com certeza esqueci algumas.

Nessa “levada” trabalhamos observando as obrigações acessórias se multiplicarem e nos vemos tendo que cumprir prazos cada vez mais curtos. Conseguir administrar tudo isso com responsabilidade, equilíbrio, espírito de equipe e tempo se tornou uma maratona... Os escritórios de contabilidade precisam de um batalhão de pessoas muito bem preparadas para cumprir tudo sem causar prejuízo ao cliente. Paralelo a isso a mensalidade que o cliente paga ao escritório não pode mais se basear no salário mínimo ou num piso qualquer pré-estabelecido, porque passa a depender de muitos novos fatores. Além disso, passa a ser necessário prever possíveis alterações, por força maior.

O profissional contábil para ser completo precisa de Graduação, Pós-Graduação, atualização constante, cursos e mais cursos e muita, mas muita experiência e paciência. São centenas de detalhes, interpretações, cálculos infindáveis, etc..., etc....
Somos de carne, osso, comemos, necessitamos de água, tomamos banho, temos filhos, família... O fato é que muitas vezes tudo isso passa a ser secundário devido a tantas tarefas e prazos infindáveis. Férias é uma palavra muitas vezes riscada do vocabulário desse profissional. Pergunte a um Contador quando foi a última vez que tirou férias... Mas falo férias de verdade, com 30 dias de descanso.

O gestor governamental deveria simplificar tudo isso. Conheço profissionais Contadores extremamente responsáveis que construíram propostas muito interessantes para minimizar o volume de obrigações acessórias, sem interferir nas respostas que o governo necessita para cobrar seus impostos, garantir que as empresas tornem suas informações mais transparentes, etc... Infelizmente o eco dessas vozes ainda não chega onde deveria chegar.

sábado, 4 de junho de 2011

Filhos são felicidade, problema e poesia.

Tem dias que a gente está inspirada, em quase tudo vê poesia... Hoje é um dia desses. Meus pequenos estão muito engraçados... O Thiago, como sempre, é o mais "mala" de todos... Deus do céu, como ele é "mala" e teimoso! A Carolina compreensiva, entende e já entra no jogo de enganar ele para as coisas ficarem bem.

Sim, mas o que isso tem a ver com poesia? Talvez muitos que leem essa postagem possam me entender. Filhos são felicidade, problema e poesia, hahaha.

Mas falando em poesia, Vinícius de Moraes foi um mestre em criar posias inspirado em crianças. A que reproduzo a seguir foi musicada e é interpretada por Moraes Moreira, veja:

As Abelhas
Moraes Moreira
Composição : Vinícius De Moraes


A abelha mestra
E as abelinhas
Estão todas prontinhas
Pra ir para a festa


(Refrão)
Que zumi, que zumi
Lá vão pro jardim
Brincar com a cravina
Roçar com o jasmin


Da rosa pro cravo
Do cravo pra rosa
Da rosa pro favo
E de volta pra rosa

Venham ver como dão mel as abelhas do céu (4x)


A abelha rainha
Está sempre cansada
Engorda a pancinha
E não faz mais nada